
Em uma demonstração de compromisso com a segurança pública e a integridade do sistema penitenciário, policiais penais da Penitenciária Regional Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande) realizaram, nesta segunda-feira (12), uma importante ação de monitoramento e interceptação no perímetro externo da unidade. Mesmo em período de folga, os servidores mobilizaram-se voluntariamente para a Operação Escudo Penal, que teve como principal foco combater o transporte de drogas, celulares e outros materiais ilícitos para além dos muros da maior penitenciária do interior do estado.
Os policiais, que se disfarçaram de trabalhadores rurais, se posicionaram em pontos da rodovia MT-130 e se embrenharam na área de mata fechada nas proximidades. Após percorrerem cerca de 10 km em área de mata densa, localizaram três indivíduos operando equipamentos de voo. Ao receberem voz de prisão, os suspeitos empreenderam fuga pela vegetação, abandonando mochilas e equipamentos.
O balanço da operação revela a gravidade da ameaça combatida. Foram apreendidos: 01 drone; 16 aparelhos celulares; 227 chips de diversas operadoras; 09 garrafas de uísque; 11 cabos USB, pacotes de fumo, linhas, isqueiros, além de diversos outros itens e alimentos. Estima-se que a ação tenha gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil ao crime organizado. Todo o material foi entregue à administração da penitenciária, que formalizou o registro da captura.
O SINDSPPEN-MT enaltece a iniciativa e a “honra à farda” desses policiais que sacrificaram seu descanso para garantir a segurança da unidade, reforçando a importância da ativação da Jornada Extraordinária.
Contudo, o Sindicato reforça que tal esforço evidencia uma realidade preocupante: a extrema falta de efetivo. Atualmente, a unidade conta com aproximadamente 25 servidores por plantão para atender a uma população de 1.800 privados de liberdade.
É importante ressaltar que esse número de servidores não se destina apenas à custódia direta, mas precisa ser distribuído para cobrir todas as frentes essenciais. Essa pulverização do reduzido efetivo de plantão torna inviáveis as rondas preventivas no perímetro externo, o que tem levado servidores a agirem voluntariamente em suas folgas para evitar o fortalecimento do crime dentro do presídio.
“O que vimos foi um ato de dedicação extrema, mas a segurança pública não pode ser sustentada apenas pela boa vontade do servidor. O policial que se expõe a riscos para honrar sua instituição precisa de respaldo”, afirma o presidente do SINDSPPEN, Lucivaldo Vieira de Sousa.
O Sindicato segue na defesa da categoria, reforçando que a segurança do sistema e do profissional de carreira depende da valorização imediata e do preenchimento das lacunas de efetivo na unidade.