Fiscalização reduz entrada de ilícitos em unidades prisionais do estado

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Visitantes, drones e até advogados são os principais responsáveis pelas tentativas de burlar a segurança

 

A Polícia Penal de Mato Grosso tem reforçado as barreiras contra a entrada de itens ilícitos nas unidades prisionais do estado, demonstrando que o problema está longe de ser causado por falhas internas. Dados recentes mostram que visitantes, drones e até advogados são os principais responsáveis pelas tentativas de burlar a segurança, com métodos que vão desde o ocultamento em partes íntimas até o uso de pastas jurídicas para esconder smartphones e drogas.

O envolvimento de alguns advogados tem chamado a atenção – como no caso recente em que uma profissional tentou introduzir celulares em barras de cereal durante um atendimento na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Outro método frequente é o uso de drones, que sobrevoam os presídios para lançar pacotes com drogas, celulares e até ferramentas de fuga. Além disso, o perímetro das unidades tem sido usado como depósito, com materiais escondidos em matas e terrenos baldios, aguardando oportunidade para serem levados para dentro.

Apesar dos desafios, a Polícia Penal tem sido decisiva no combate a essas ações. “Os dados comprovam que os servidores penais atuam com integridade e eficiência, mesmo com recursos limitados. As apreensões recentes mostram que o problema é complexo e exige fiscalização rigorosa, inclusive sobre profissionais que deveriam zelar pela lei”, destacou Amaury Neves, presidente do SINDSPPEN-MT.

A entrada de ilícitos não ocorre por negligência dos policiais penais, mas pela ousadia de quem tenta burlar a segurança, incluindo até mesmo aqueles que deveriam defender a justiça. O trabalho da Polícia Penal segue sendo essencial para garantir a ordem e a segurança dentro das unidades prisionais.

Números reforçam eficácia da fiscalização

Segundo a Secretaria de Justiça (SEJUS-MT), as operações da Polícia Penal em unidades prisionais de Mato Grosso resultaram em apreensões significativas no primeiro trimestre do ano: 1.754 aparelhos celulares, 734 chips de telefonia, 3.058 porções de entorpecentes, 737 carregadores e 151 armas artesanais foram retirados de circulação.