MPMT pede à Justiça nova suspensão de descontos de consignados sob suspeita de fraude

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou à Justiça a suspensão dos descontos consignados em folha de pagamento de cinco empresas: Capital Consig, Click Bank, Click Digital, Bem Cartões e Cartos Sociedade de Crédito. O pedido, assinado pela promotora Vanilce Silva dos Santos, visa proteger os servidores públicos estaduais que são potenciais vítimas de fraudes. A manifestação ocorreu após a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) perder o prazo judicial para realizar uma auditoria completa nos contratos, que se encerrou no dia 18 de maio de 2026, devido à recusa das empresas em enviar os documentos solicitados.

Decisão que, se for tomada pelo Judiciário, pode representar alívio para as contas de servidores potencialmente vítimas de fraudes. A diretora jurídica do SINDSPPEN-MT, Raquel Rondon, alerta para a gravidade da situação na categoria.

“Não estamos diante de uma simples crise de endividamento, mas de uma deformação criminosa do crédito, que transformou o contracheque — que tem natureza alimentar — em um título de dívida perpétua. Essa situação abusiva sequestra o salário dos servidores e tem provocado um alto índice de adoecimento mental na nossa base, gerando crises severas de ansiedade e depressão entre os policiais penais. Apoiamos o Ministério Público e exigimos a suspensão imediata desses descontos para conter esse massacre financeiro e psicológico.”

Anteriormente, uma decisão determinava que os descontos fossem mantidos com valores depositados em conta judicial até o fim da auditoria. Agora, a promotora argumenta que a continuidade das cobranças traz riscos de agravar os prejuízos dos servidores. Além da interrupção dos descontos, o Ministério Público pediu que as empresas investigadas sejam intimadas a apresentar todos os contratos pendentes para viabilizar a fiscalização do governo estadual.