Imprensa
Terça-feira, 01 de Outubro de 2019, 11h:40

Escola será reformada com mão de obra de reeducandos em Barra do Garças

Divulgação

Em audiência pública realizada na noite desta quinta-feira (26) no plenário da Câmara de Vereadores de Barra do Garças foi discutido o destino do prédio da antiga escola Dom Bosco. O requerente da audiência, deputado estadual Silvio Fávero (PSL) propõe que a estrutura comporte uma das unidades da Escola Militar Tiradentes, já o poder Executivo municipal manifestou interesse em instalar uma creche no local.

De acordo com o diretor da unidade prisional de Barra do Garças, Maicon Brasil, se a opção pela Escola Militar for viabilizada, a mão de obra é garantida com os reeducandos do presídio da cidade. A unidade barra-garcense conta com diversos setores de trabalho feitos por seus detentos. Com o trabalho oferecido, o início do processo de reinserção na sociedade fica mais completo.

Maicon ilustra que o detento é amparado por lei de receber 3% do salário mínimo, cerca de R$ 30,00 ou pode ter seu trabalho revertido na redução de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados, o preso poderá remir um dia de pena.

O projeto de reformas de escolas públicas já acontece no presídio há algum tempo. De acordo com o diretor, ele é conduzido pelo agente penitenciário Gustavo Ferraz, que no momento se encontra na Força Nacional Penitenciária, em Roraima “o projeto não parou, apenas deu um tempo. É o tempo necessário para que o agente retorne e sejam retomadas essas obras” explicou.

Obras como a reforma da Apae em Barra do Garças e de escolas como Nossa Senhora da Guia, no Jardim Bela Vista, Irmã Diva Pimentel, Filinto Mueller e Gaspar Dutra. Gustavo também informou que obras na escola Jardim Araguaia, Creche Padre Miguel e a feira coberta da cidade de Pontal do Araguaia receberam mão de obra da equipe do presídio barra-garcense.

Oportunidade de trabalho

Na unidade prisional de Barra do Garças, além da oportunidade de trabalho com obras, como já é realizado, também são oferecidos cursos profissionalizantes como corte e costura, serigrafia, que proporcionam uniformes e enxovais em gerais para creches e hospitais da cidade. Também são realizados cursos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para melhor capacitação.

Outro ponto que é exemplo na unidade prisional da cidade é a oportunidade de aulas do primário e ensino médio para aqueles que desejam completar seus estudos. Há a possibilidade para aqueles que queiram prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para grande parte das universidades do país, em busca de uma nova vida após o término de sua pena.

O diretor do presídio reforça a fala do desembargador de Justiça do Estado de Mato Grosso, Orlando Perri, para que o detento seja reinserido na sociedade, que esteja de volta às ruas com oportunidade de empregos e uma vida melhor “é uma oportunidade para que eles voltem ao convívio social” finalizou.

O desembargador ressalta que é um engano pensar que a criminalidade será combatida apenas com a repressão e o aprisionamento das pessoas “as estatísticas mostram que quando nós não cuidamos do sistema prisional, 80% dos egressos voltam a cometer crimes, então cuidar do sistema prisional é cuidar da segurança pública” afirmou. 

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